terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A Morte do Pardal



A Morte do Pardal


"Não se vendem dois pardais por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem o consentimento de vosso Pai".
Mateus 10:29


Em meus tempos de criança, quase todos os garotos de minha idade tinham estilingue e caçavam passarinhos nas ruas da cidade. E contavam façanhas que me deixavam extasiado. Um deles disse, certa vez, que havia acertado uma pedrada num passarinho em pleno voo, derrubando-o.
Um dia, cansado de não ter o que contar consegui o material necessário – uma forquilha, um par de borrachas e um pedaço de couro – e fabriquei meu próprio estilingue. Pendurei-o ao pescoço, conforme o costume, passei a andar com os bolsos cheios de pedras, e comecei a praticar “tiro ao alvo” em latas velhas no fundo do quintal.
Uma tarde vi um pardal pousado no alto de uma goiabeira. Era um alvo perfeito. Apanhei o estilingue, coloquei-lhe uma pedra e esgueirei-me por baixo da árvore. Fiz pontaria e disparei. A pedra acertou o pardal com um barulho surdo. O bicho ficou pendurado por uma perna, no galho, e então caiu ao chão, morto.
Finalmente eu tinha o que contar aos colegas. Agora eu pertencia ao grupo dos atiradores. Mas quando ergui do chão o pardal, um pingo de sangue manchou-me a mão. Isto me deixou horrorizado. Eu, com as mãos sujas de sangue!
O sabor da vitória não havia durado um minuto. E dera lugar a uma estranha sensação – eu agora me sentia um assassino. Imediatamente procurei abafar a voz da consciência, dizendo a mim mesmo: “Mas que bobagem! Um pardal não vale nada. Isso é praga! Talvez eu até tenha feito um favor.” Entretanto, a imagem de minhas mãos sujas de sangue acompanhou-me por muito tempo.
No tempo de Cristo vendiam-se passarinhos por uma quantia ínfima, provavelmente para serem comidos ou oferecidos em sacrifícios (caso de rolinhas e pombos, oferecidos por pessoas pobres).
Há pelo menos duas lições que o texto de hoje nos ensina: a primeira contraria frontalmente o ensino deísta de que Deus existe, mas não Se importa com Sua criação. Ele Se importa, sim, até mesmo com um pardal que cai ao chão. E a lição maior, dada por Jesus é: “Não temais, pois! Bem mais valeis vós do que muitos pardais” (v. 31).
Valemos muito, mas temos que admitir que nossas mãos estão manchadas de sangue – não de um pardal, mas do Cordeiro de Deus, que deu a vida para nos salvar.


(Meditação Matinal: com a eternidade no caração / Rubem M. Scheffel.-Tatuí,SP: CPB, 2009)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Pão Diário...Alimente-se!!! "Você Não Pode Mudar"



Você Não Pode Mudar


"Pode, acaso, o etíope mudar a sua pele ou o leopardo, as suas manchas? Então, poderíeis fazer o bem, estando acostumados a fazer o mal." Jeremias 13:23


O escritor Mark Leyner escreveu certa vez um artigo no qual perguntou: “Pode uma pessoa realmente mudar?” E ele próprio respondeu: “Não. Não existe tal coisa como um homem transformado.”
De certo modo, Mark Leyner tem razão. Você e eu não podemos mudar. E quando a pessoa não quer mudar, ela não muda, mesmo que “ressuscite alguém dentre os mortos” (Lc 16:31). Quando Lázaro foi ressuscitado por Jesus, os principais sacerdotes resolveram matar, não só Jesus, mas também Lázaro (Jo 11:53; 12:10).
Nicodemos também pensava assim: se você é judeu, é judeu; se é gentio, é gentio. Nada pode mudar isso. Mas o que Jesus queria ensinar a esse fariseu sincero, é que os sinais e milagres que Ele operava não eram tão importantes como a mudança do coração do homem, que só poderiam ser descritas como um novo nascimento.
A mudança que se opera em nós, quando aceitamos o evangelho, não é produto deste mundo ou de esforço pessoal. Eu não posso mudar, assim como não pode o etíope mudar a sua cor, nem o leopardo as suas manchas. Mas o que Mark Leyner não conseguia entender, o apóstolo Paulo entendia. Quando permito a operação do Espírito de Deus em mim, Deus muda meu coração, e “já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl 2:20).
O famoso pianista judeu, Arthur Rubinstein, foi certa vez entrevistado na televisão por Golda Meir, que na ocasião era primeira-ministra de Israel. Em determinado momento, ela lhe perguntou: “Mencione o maior evento de sua vida.” Rubinstein respondeu: “Foi quando aceitei, em meu coração, a Jesus, o Messias. Desde então minha vida mudou, e passei a desfrutar alegria e paz.”
Golda Meir não esperava essa resposta, e recostou-se em sua cadeira com uma expressão de espanto.
Pelo poder de Deus “homens e mulheres têm quebrado a cadeia do hábito pecaminoso. Têm renunciado ao egoísmo. O profano tem-se tornado reverente; o bêbado, sóbrio; o pervertido, puro. Pessoas que tinham a semelhança de Satanás, transformaram-se na imagem de Deus. Essa transformação é em si mesma o milagre dos milagres” (Educação, p. 172).
Se você não acredita nisso, pergunte a Maria Madalena, a Mateus, Paulo, Pedro, ou a alguém que você conhece pessoalmente. A prova de um verdadeiro encontro com Cristo é sempre uma vida transformada.


(Meditação Matinal: com a eternidade no caração / Rubem M. Scheffel.-Tatuí,SP: CPB, 2009)

domingo, 21 de fevereiro de 2010

"Pão Diário...Alimente-se!!! "Quando a Vida é Vaidade"






Quando a Vida é Vaidade



"Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade." Eclesiastes 1:2




Permitam-me apresentar-lhes a pessoa mais fascinante, mais maravilhosa, mais invejada que conheço – EU! Eu sou o maioral, o mais sábio, rico, famoso, o que tem mais empregados e mais mulheres do que qualquer outro que já viveu antes de mim. Eu sou Salomão!


Em apenas 15 versos (Ec 2:1-15) Salomão se refere a si mesmo 46 vezes, através de pronomes pessoais, possessivos e verbos na primeira pessoa. Aqui está Salomão em toda a sua glória. Ele reside num palácio que é a joia do oriente, com piscinas, jardins, estábulos, ouro, prata, cantores, servos, e vive num ambiente de cultura, arte, música e diversão. Empreende grandes obras, que dão emprego a milhares de pessoas. Tudo quanto seus olhos desejam ele torna realidade com um estalar de dedos.E para completar, ele afirma: “Perseverou também comigo a minha sabedoria” (v. 9). Para resumir: ele tinha tudo!


Tudo mesmo? Tudo, menos satisfação. Esta era a única coisa que lhe faltava. Ele confessa sua frustração nas seguintes palavras: “Pelo que aborreci a vida, pois me foi penosa a obra que se faz debaixo do Sol; sim, tudo é vaidade e correr atrás do vento” (v. 17).


Você conhece pessoas assim? Que têm tudo, mas são infelizes? Provavelmente sim, pois multidões ao nosso redor estão correndo atrás da riqueza e da fama, e quando conseguem isso, descobrem que estiveram correndo atrás do vento. Por isso é que o livro do Eclesiastes é incrivelmente moderno. Vejam o caso de Boris Becker, o tenista que foi duas vezes campeão em Wimbledon e ficou rico e famoso. Mas confessou que não tinha paz, e que esteve à beira do suicídio.


Becker não é o único a sentir esse vazio interior. Milhares de pessoas que chegaram ao topo de sua carreira profissional descobriram que não há nada lá. Só um vazio imenso. Um vazio que só Deus pode preencher. E esta é exatamente a mensagem do Eclesiastes – a vida sem Deus não tem sentido.


Mas há um raio de esperança nesse livro, que aponta para uma dimensão infinita, dentro de nós, e que não combina com a conclusão de que tudo é vaidade: “Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem” (Ec 3:11).


Depois de mostrar que riquezas, educação, realizações, fama, sexo não trazem paz e felicidade, Salomão revela que Deus colocou no ser humano o desejo de viver para sempre.O vazio infinito do coração humano só pode ser preenchido com algo também infinito – Deus e Seu amor.




(Meditação Matinal: com a eternidade no caração / Rubem M. Scheffel.-Tatuí,SP: CPB, 2009)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010



Arrependimento


"Se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis."
Lucas 13:5


Rudolph Hess, criminoso de guerra nazista, foi condenado à prisão perpétua e passou o restante de seus dias perambulando pelos corredores e jardins da prisão de Spandau, na Alemanha. Em agosto de 1987, após 43 anos de prisão, ele se enforcou.
Uma das coisas que mais chamavam a atenção na vida de Hess é o fato de que ele nunca se arrependeu de seus crimes. Acusado das maiores atrocidades que um ser humano poderia cometer, ele jamais sentiu qualquer remorso. Ao ser julgado em Nuremberg, ele declarou:
“Estou feliz por ter cumprido o meu dever para com o meu povo... como um leal servidor do meu líder. Não me arrependo de nada. Se eu fosse começar de novo, faria tudo da mesma maneira outra vez, mesmo que soubesse que no fim eu seria queimado vivo. Não importa o que os homens possam fazer comigo, um dia comparecerei perante o tribunal divino. Responderei a Ele, e sei que Ele me julgará inocente.”
Hess não sentia necessidade de arrepender-se. O seu orgulho não lhe permitia admitir qualquer culpa por seus crimes bárbaros.
Em contraste com a experiência de Hess, alguns jornais americanos publicaram, em abril de 1989, a experiência de Al Johnson, um homem originário do Estado do Kansas, que aceitou a fé em Jesus.
O aspecto marcante da sua história não foi sua conversão, mas o fato de que, como resultado de sua nova fé em Cristo, ter confessado sua participação no assalto a um banco, quando tinha dezenove anos de idade.
Como o caso já havia prescrito, Johnson não podia mais ser processado por essa transgressão. Entretanto, ele acreditava que seu relacionamento com Cristo requeria uma confissão. E por isso, ele voluntariamente reembolsou a sua parte do dinheiro roubado.
Arrependimento é muito mais do que reconhecer o erro. É mudar de atitude e procurar reparar o mal causado. Zaqueu, ao se converter, tomou a seguinte decisão: “Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais” (Lc 19:8).
Sentir arrependimento pelos pecados é o começo de uma nova vida. Pedir perdão a Deus e mudar de vida são os passos seguintes. Se você está disposto a mudar de direção, abra o coração à influência transformadora do Espírito Santo.


(Meditação Matinal: com a eternidade no caração / Rubem M. Scheffel.-Tatuí,SP: CPB, 2009)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Pão Diário...Alimente-se!!! "Insônia Real"



Insônia Real


"Deito-me e pego no sono; acordo, porque o Senhor me sustenta."
Salmo 3:5


O rei Assuero, uma noite perdeu o sono. Revolvia-se em seu leito real, pensando talvez nos muitos problemas das 127 províncias sobre as quais se estendia seu vasto império. Talvez temesse alguma revolta ou conspiração, visando destroná-lo. Poderia até mesmo estar enfrentando uma crise existencial. A Bíblia não revela a causa da insônia de Assuero.
Sem conseguir dormir, o rei mandou trazer o livro das crônicas, onde os principais acontecimentos ligados ao governo eram registrados. Graças àquela noite indormida, a vida de um homem ligado à corte foi alterada, fazendo com que recebesse a justa recompensa por sua fidelidade.
O cronista havia registrado fielmente que Mordecai descobrira uma conspiração contra o rei e denunciara os rebeldes. Verificada a procedência de sua denúncia, os conspiradores foram enforcados.
O rei então interrompeu os cronistas, perguntando-lhes: “Que honras e distinções se deram a Mordecai por isso? Nada lhe foi conferido, responderam os servos do rei que o serviam” (Et 6:3).
Então Assuero, embora tardiamente, exaltou a Mordecai, fazendo com que fosse conduzido a cavalo pelas ruas de Susã, vestido com vestes reais, e acompanhado de um pregoeiro que anunciava em alta voz: “Assim se faz ao homem a quem o rei deseja honrar” (Et 6:11).
Não fosse aquela noite em claro, e o ato de lealdade de Mordecai teria ficado esquecido num volumoso livro de crônicas. Em tudo isto se pode ver a mão de Deus guiando Seus filhos, pois Mordecai não somente era leal a Assuero, mas também a Deus. E Deus o protegeu e usou como importante instrumento de preservação do povo de Israel, ameaçado de morte no império de Assuero.
Se aqueles que confiam em Deus, alguma vez passarem uma noite em claro sem saber por que, melhor seria se seguissem o exemplo de Assuero: passem em revista suas ações. É possível que, ao ler mentalmente o livro das crônicas de sua memória, você encontre ali o registro de alguém a quem não fez justiça. Talvez descubra um pecado não confessado. Se estiver em falta com Deus, ajoelhe-se imediatamente e acerte tudo com Ele. Se estiver em falta com seu próximo, resolva procurá-lo após o amanhecer e fazer-lhe justiça.
O melhor sonífero ainda é uma consciência tranquila depois de um cansativo dia de trabalho.


(Meditação Matinal: com a eternidade no caração / Rubem M. Scheffel.-Tatuí,SP: CPB, 2009)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Pão Diário...Alimente-se!!! "A Salvação Não é Para Todos"



A Salvação Não é Para Todos


"O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida."
Apocalipse 22:17


Eric Hare, enfermeiro-missionário na antiga Birmânia, conta que um dia, um velhinho chegou chorando ao hospital adventista e pediu:
– Doutor, por favor coloque uma tala no meu polegar e ponha algum remédio. Quebrei-o dez dias atrás, quando caí de um coqueiro, e agora está doendo muito e cheirando mal.
Eric retirou o trapo imundo que cobria a mão e deu um suspiro. A parte quebrada estava negra e caindo de podre. Já era um caso de intoxicação do sangue. Inflamados vergões vermelhos já estavam subindo para o antebraço. Alarmado, Eric disse:
– Tio, o senhor precisa sentar-se e permitir que eu retire seu dedo. Ele está morto. Agora não há remédio que possa curá-lo. Se o senhor não me deixar amputá-lo, não demorará muito e o senhor morrerá com ele.
– Não, não, doutor. Ponha remédio – pediu ele.
– Agora é tarde demais para pôr remédio – argumentou o missionário. – Se o senhor tivesse vindo dez dias atrás, eu teria colocado remédio e uma tala. Mas agora é tarde demais. Vamos, sente-se e deixe-me amputar esse dedo agora, e salvar sua vida.
Mas apesar de tudo o que o enfermeiro lhe disse, o velhinho simplesmente abanou a cabeça e disse:
– Agora não, doutor! Agora não! Não muito longe de minha vila mora um poderoso curandeiro. Vou experimentar o remédio dele durante dez dias. Então, se eu não ficar bom, voltarei e deixarei o senhor cortar meu dedo.
Ele foi embora e nunca mais voltou, pois morreu cinco dias depois. Eric finaliza este dramático relato, dizendo:
– Quando eu soube que ele havia morrido, chorei. Eu podia ter salvo sua vida. Eu tinha tempo. Tinha o remédio. Mas ele não quis.
O enfermeiro teve de respeitar a decisão do velhinho. Não podia amputar-lhe o dedo sem o seu consentimento. O paciente não compreendia a gravidade do seu caso, e não sabia que ia morrer. Achava que se procurasse o curandeiro, ainda poderia salvar o dedo. E, na tentativa de salvar um dedo morto, perdeu a vida. Que tragédia!
A grande lição que essa história nos ensina, e também a Palavra de Deus, é que nem todos serão salvos. Salvação é só para quem quer. Quem não quiser, infelizmente vai se perder. Você decide.


(Meditação Matinal: com a eternidade no caração / Rubem M. Scheffel.-Tatuí,SP: CPB, 2009)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Pão Diário...Alimente-se!!! "O Deus do impossível – 2"



O Deus do impossível – 2


"Ainda que o Senhor fizesse janelas no céu, poderia suceder isso?".
2 Reis 7:2


Eliseu não argumentou com o incrédulo ajudante do rei. Apenas limitou-se a dizer: “Com os seus próprios olhos você vai ver isso acontecer, mas não vai comer” (NTLH).
Naquele mesmo dia, ao entardecer, quatro leprosos, do lado de fora dos portões da cidade, decidiram ir ao arraial dos sírios. Eles não tinham nada a perder: se ficassem onde estavam, certamente morreriam de fome; se invadissem o acampamento do inimigo, teriam uma pequena chance de ser poupados. Resolveram arriscar. E qual não foi a surpresa ao encontrarem o arraial completamente deserto. O relato bíblico nos diz que Deus fez os sírios ouvirem o barulho de um grande exército, com cavalos e carros de guerra. E ao anoitecer eles fugiram em pânico, abandonando cavalos, barracas, alimentos e todos os seus pertences.
Os leprosos fizeram a festa. Entraram numa tenda e comeram e beberam até se fartar. Daí apanharam prata, ouro e roupas e as esconderam. Foram a outra barraca e fizeram a mesma coisa. Então reconheceram que estavam agindo mal. Seus compatriotas estavam morrendo de fome na cidade, enquanto eles se banqueteavam sozinhos e gastavam o tempo indo de tenda em tenda escolhendo para si objetos de prata e ouro. Seria um crime ficar calados. Com medo de serem castigados, disseram: “Não fazemos bem; este é dia de boas-novas, e nós nos calamos; se esperarmos até à luz da manhã, seremos tidos por culpados; agora, pois, vamos e o anunciemos à casa do rei” (v. 9).
Quando as boas novas chegaram aos ouvidos do rei, ele achou que isto não passava de uma cilada dos sírios para tomar a cidade. Felizmente, porém, o seu servo tinha mais juízo e sugeriu que se enviassem alguns homens para verificar se o que os leprosos diziam era verdade. E o que eles viram foi impressionante: desde o arraial dos sírios até o rio Jordão, a mais ou menos 30 quilômetros de distância, “o caminho estava cheio de vestes e de armas que os sírios, na sua pressa, tinham lançado fora” (v. 15).
Tão logo o povo ficou sabendo disso, saiu e saqueou o arraial dos sírios. E a profecia de Eliseu se cumpriu ao pé da letra, pois naquele dia “três quilos e meio do melhor trigo ou sete quilos de cevada foram vendidos por uma barra de prata” (v. 16). Mas o ajudante do rei, que duvidara da promessa no dia anterior, viu, mas não aproveitou nada, pois morreu pisoteado pelo povo faminto no portão da cidade.
Este relato nos ensina que as promessas de Deus se cumprirão. Mas os incrédulos não desfrutarão da bênção prometida.


(Meditação Matinal: com a eternidade no caração / Rubem M. Scheffel.-Tatuí,SP: CPB, 2009)