terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A Morte do Pardal



A Morte do Pardal


"Não se vendem dois pardais por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem o consentimento de vosso Pai".
Mateus 10:29


Em meus tempos de criança, quase todos os garotos de minha idade tinham estilingue e caçavam passarinhos nas ruas da cidade. E contavam façanhas que me deixavam extasiado. Um deles disse, certa vez, que havia acertado uma pedrada num passarinho em pleno voo, derrubando-o.
Um dia, cansado de não ter o que contar consegui o material necessário – uma forquilha, um par de borrachas e um pedaço de couro – e fabriquei meu próprio estilingue. Pendurei-o ao pescoço, conforme o costume, passei a andar com os bolsos cheios de pedras, e comecei a praticar “tiro ao alvo” em latas velhas no fundo do quintal.
Uma tarde vi um pardal pousado no alto de uma goiabeira. Era um alvo perfeito. Apanhei o estilingue, coloquei-lhe uma pedra e esgueirei-me por baixo da árvore. Fiz pontaria e disparei. A pedra acertou o pardal com um barulho surdo. O bicho ficou pendurado por uma perna, no galho, e então caiu ao chão, morto.
Finalmente eu tinha o que contar aos colegas. Agora eu pertencia ao grupo dos atiradores. Mas quando ergui do chão o pardal, um pingo de sangue manchou-me a mão. Isto me deixou horrorizado. Eu, com as mãos sujas de sangue!
O sabor da vitória não havia durado um minuto. E dera lugar a uma estranha sensação – eu agora me sentia um assassino. Imediatamente procurei abafar a voz da consciência, dizendo a mim mesmo: “Mas que bobagem! Um pardal não vale nada. Isso é praga! Talvez eu até tenha feito um favor.” Entretanto, a imagem de minhas mãos sujas de sangue acompanhou-me por muito tempo.
No tempo de Cristo vendiam-se passarinhos por uma quantia ínfima, provavelmente para serem comidos ou oferecidos em sacrifícios (caso de rolinhas e pombos, oferecidos por pessoas pobres).
Há pelo menos duas lições que o texto de hoje nos ensina: a primeira contraria frontalmente o ensino deísta de que Deus existe, mas não Se importa com Sua criação. Ele Se importa, sim, até mesmo com um pardal que cai ao chão. E a lição maior, dada por Jesus é: “Não temais, pois! Bem mais valeis vós do que muitos pardais” (v. 31).
Valemos muito, mas temos que admitir que nossas mãos estão manchadas de sangue – não de um pardal, mas do Cordeiro de Deus, que deu a vida para nos salvar.


(Meditação Matinal: com a eternidade no caração / Rubem M. Scheffel.-Tatuí,SP: CPB, 2009)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Pão Diário...Alimente-se!!! "Você Não Pode Mudar"



Você Não Pode Mudar


"Pode, acaso, o etíope mudar a sua pele ou o leopardo, as suas manchas? Então, poderíeis fazer o bem, estando acostumados a fazer o mal." Jeremias 13:23


O escritor Mark Leyner escreveu certa vez um artigo no qual perguntou: “Pode uma pessoa realmente mudar?” E ele próprio respondeu: “Não. Não existe tal coisa como um homem transformado.”
De certo modo, Mark Leyner tem razão. Você e eu não podemos mudar. E quando a pessoa não quer mudar, ela não muda, mesmo que “ressuscite alguém dentre os mortos” (Lc 16:31). Quando Lázaro foi ressuscitado por Jesus, os principais sacerdotes resolveram matar, não só Jesus, mas também Lázaro (Jo 11:53; 12:10).
Nicodemos também pensava assim: se você é judeu, é judeu; se é gentio, é gentio. Nada pode mudar isso. Mas o que Jesus queria ensinar a esse fariseu sincero, é que os sinais e milagres que Ele operava não eram tão importantes como a mudança do coração do homem, que só poderiam ser descritas como um novo nascimento.
A mudança que se opera em nós, quando aceitamos o evangelho, não é produto deste mundo ou de esforço pessoal. Eu não posso mudar, assim como não pode o etíope mudar a sua cor, nem o leopardo as suas manchas. Mas o que Mark Leyner não conseguia entender, o apóstolo Paulo entendia. Quando permito a operação do Espírito de Deus em mim, Deus muda meu coração, e “já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl 2:20).
O famoso pianista judeu, Arthur Rubinstein, foi certa vez entrevistado na televisão por Golda Meir, que na ocasião era primeira-ministra de Israel. Em determinado momento, ela lhe perguntou: “Mencione o maior evento de sua vida.” Rubinstein respondeu: “Foi quando aceitei, em meu coração, a Jesus, o Messias. Desde então minha vida mudou, e passei a desfrutar alegria e paz.”
Golda Meir não esperava essa resposta, e recostou-se em sua cadeira com uma expressão de espanto.
Pelo poder de Deus “homens e mulheres têm quebrado a cadeia do hábito pecaminoso. Têm renunciado ao egoísmo. O profano tem-se tornado reverente; o bêbado, sóbrio; o pervertido, puro. Pessoas que tinham a semelhança de Satanás, transformaram-se na imagem de Deus. Essa transformação é em si mesma o milagre dos milagres” (Educação, p. 172).
Se você não acredita nisso, pergunte a Maria Madalena, a Mateus, Paulo, Pedro, ou a alguém que você conhece pessoalmente. A prova de um verdadeiro encontro com Cristo é sempre uma vida transformada.


(Meditação Matinal: com a eternidade no caração / Rubem M. Scheffel.-Tatuí,SP: CPB, 2009)

domingo, 21 de fevereiro de 2010

"Pão Diário...Alimente-se!!! "Quando a Vida é Vaidade"






Quando a Vida é Vaidade



"Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade." Eclesiastes 1:2




Permitam-me apresentar-lhes a pessoa mais fascinante, mais maravilhosa, mais invejada que conheço – EU! Eu sou o maioral, o mais sábio, rico, famoso, o que tem mais empregados e mais mulheres do que qualquer outro que já viveu antes de mim. Eu sou Salomão!


Em apenas 15 versos (Ec 2:1-15) Salomão se refere a si mesmo 46 vezes, através de pronomes pessoais, possessivos e verbos na primeira pessoa. Aqui está Salomão em toda a sua glória. Ele reside num palácio que é a joia do oriente, com piscinas, jardins, estábulos, ouro, prata, cantores, servos, e vive num ambiente de cultura, arte, música e diversão. Empreende grandes obras, que dão emprego a milhares de pessoas. Tudo quanto seus olhos desejam ele torna realidade com um estalar de dedos.E para completar, ele afirma: “Perseverou também comigo a minha sabedoria” (v. 9). Para resumir: ele tinha tudo!


Tudo mesmo? Tudo, menos satisfação. Esta era a única coisa que lhe faltava. Ele confessa sua frustração nas seguintes palavras: “Pelo que aborreci a vida, pois me foi penosa a obra que se faz debaixo do Sol; sim, tudo é vaidade e correr atrás do vento” (v. 17).


Você conhece pessoas assim? Que têm tudo, mas são infelizes? Provavelmente sim, pois multidões ao nosso redor estão correndo atrás da riqueza e da fama, e quando conseguem isso, descobrem que estiveram correndo atrás do vento. Por isso é que o livro do Eclesiastes é incrivelmente moderno. Vejam o caso de Boris Becker, o tenista que foi duas vezes campeão em Wimbledon e ficou rico e famoso. Mas confessou que não tinha paz, e que esteve à beira do suicídio.


Becker não é o único a sentir esse vazio interior. Milhares de pessoas que chegaram ao topo de sua carreira profissional descobriram que não há nada lá. Só um vazio imenso. Um vazio que só Deus pode preencher. E esta é exatamente a mensagem do Eclesiastes – a vida sem Deus não tem sentido.


Mas há um raio de esperança nesse livro, que aponta para uma dimensão infinita, dentro de nós, e que não combina com a conclusão de que tudo é vaidade: “Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem” (Ec 3:11).


Depois de mostrar que riquezas, educação, realizações, fama, sexo não trazem paz e felicidade, Salomão revela que Deus colocou no ser humano o desejo de viver para sempre.O vazio infinito do coração humano só pode ser preenchido com algo também infinito – Deus e Seu amor.




(Meditação Matinal: com a eternidade no caração / Rubem M. Scheffel.-Tatuí,SP: CPB, 2009)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010



Arrependimento


"Se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis."
Lucas 13:5


Rudolph Hess, criminoso de guerra nazista, foi condenado à prisão perpétua e passou o restante de seus dias perambulando pelos corredores e jardins da prisão de Spandau, na Alemanha. Em agosto de 1987, após 43 anos de prisão, ele se enforcou.
Uma das coisas que mais chamavam a atenção na vida de Hess é o fato de que ele nunca se arrependeu de seus crimes. Acusado das maiores atrocidades que um ser humano poderia cometer, ele jamais sentiu qualquer remorso. Ao ser julgado em Nuremberg, ele declarou:
“Estou feliz por ter cumprido o meu dever para com o meu povo... como um leal servidor do meu líder. Não me arrependo de nada. Se eu fosse começar de novo, faria tudo da mesma maneira outra vez, mesmo que soubesse que no fim eu seria queimado vivo. Não importa o que os homens possam fazer comigo, um dia comparecerei perante o tribunal divino. Responderei a Ele, e sei que Ele me julgará inocente.”
Hess não sentia necessidade de arrepender-se. O seu orgulho não lhe permitia admitir qualquer culpa por seus crimes bárbaros.
Em contraste com a experiência de Hess, alguns jornais americanos publicaram, em abril de 1989, a experiência de Al Johnson, um homem originário do Estado do Kansas, que aceitou a fé em Jesus.
O aspecto marcante da sua história não foi sua conversão, mas o fato de que, como resultado de sua nova fé em Cristo, ter confessado sua participação no assalto a um banco, quando tinha dezenove anos de idade.
Como o caso já havia prescrito, Johnson não podia mais ser processado por essa transgressão. Entretanto, ele acreditava que seu relacionamento com Cristo requeria uma confissão. E por isso, ele voluntariamente reembolsou a sua parte do dinheiro roubado.
Arrependimento é muito mais do que reconhecer o erro. É mudar de atitude e procurar reparar o mal causado. Zaqueu, ao se converter, tomou a seguinte decisão: “Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais” (Lc 19:8).
Sentir arrependimento pelos pecados é o começo de uma nova vida. Pedir perdão a Deus e mudar de vida são os passos seguintes. Se você está disposto a mudar de direção, abra o coração à influência transformadora do Espírito Santo.


(Meditação Matinal: com a eternidade no caração / Rubem M. Scheffel.-Tatuí,SP: CPB, 2009)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Pão Diário...Alimente-se!!! "Insônia Real"



Insônia Real


"Deito-me e pego no sono; acordo, porque o Senhor me sustenta."
Salmo 3:5


O rei Assuero, uma noite perdeu o sono. Revolvia-se em seu leito real, pensando talvez nos muitos problemas das 127 províncias sobre as quais se estendia seu vasto império. Talvez temesse alguma revolta ou conspiração, visando destroná-lo. Poderia até mesmo estar enfrentando uma crise existencial. A Bíblia não revela a causa da insônia de Assuero.
Sem conseguir dormir, o rei mandou trazer o livro das crônicas, onde os principais acontecimentos ligados ao governo eram registrados. Graças àquela noite indormida, a vida de um homem ligado à corte foi alterada, fazendo com que recebesse a justa recompensa por sua fidelidade.
O cronista havia registrado fielmente que Mordecai descobrira uma conspiração contra o rei e denunciara os rebeldes. Verificada a procedência de sua denúncia, os conspiradores foram enforcados.
O rei então interrompeu os cronistas, perguntando-lhes: “Que honras e distinções se deram a Mordecai por isso? Nada lhe foi conferido, responderam os servos do rei que o serviam” (Et 6:3).
Então Assuero, embora tardiamente, exaltou a Mordecai, fazendo com que fosse conduzido a cavalo pelas ruas de Susã, vestido com vestes reais, e acompanhado de um pregoeiro que anunciava em alta voz: “Assim se faz ao homem a quem o rei deseja honrar” (Et 6:11).
Não fosse aquela noite em claro, e o ato de lealdade de Mordecai teria ficado esquecido num volumoso livro de crônicas. Em tudo isto se pode ver a mão de Deus guiando Seus filhos, pois Mordecai não somente era leal a Assuero, mas também a Deus. E Deus o protegeu e usou como importante instrumento de preservação do povo de Israel, ameaçado de morte no império de Assuero.
Se aqueles que confiam em Deus, alguma vez passarem uma noite em claro sem saber por que, melhor seria se seguissem o exemplo de Assuero: passem em revista suas ações. É possível que, ao ler mentalmente o livro das crônicas de sua memória, você encontre ali o registro de alguém a quem não fez justiça. Talvez descubra um pecado não confessado. Se estiver em falta com Deus, ajoelhe-se imediatamente e acerte tudo com Ele. Se estiver em falta com seu próximo, resolva procurá-lo após o amanhecer e fazer-lhe justiça.
O melhor sonífero ainda é uma consciência tranquila depois de um cansativo dia de trabalho.


(Meditação Matinal: com a eternidade no caração / Rubem M. Scheffel.-Tatuí,SP: CPB, 2009)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Pão Diário...Alimente-se!!! "A Salvação Não é Para Todos"



A Salvação Não é Para Todos


"O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida."
Apocalipse 22:17


Eric Hare, enfermeiro-missionário na antiga Birmânia, conta que um dia, um velhinho chegou chorando ao hospital adventista e pediu:
– Doutor, por favor coloque uma tala no meu polegar e ponha algum remédio. Quebrei-o dez dias atrás, quando caí de um coqueiro, e agora está doendo muito e cheirando mal.
Eric retirou o trapo imundo que cobria a mão e deu um suspiro. A parte quebrada estava negra e caindo de podre. Já era um caso de intoxicação do sangue. Inflamados vergões vermelhos já estavam subindo para o antebraço. Alarmado, Eric disse:
– Tio, o senhor precisa sentar-se e permitir que eu retire seu dedo. Ele está morto. Agora não há remédio que possa curá-lo. Se o senhor não me deixar amputá-lo, não demorará muito e o senhor morrerá com ele.
– Não, não, doutor. Ponha remédio – pediu ele.
– Agora é tarde demais para pôr remédio – argumentou o missionário. – Se o senhor tivesse vindo dez dias atrás, eu teria colocado remédio e uma tala. Mas agora é tarde demais. Vamos, sente-se e deixe-me amputar esse dedo agora, e salvar sua vida.
Mas apesar de tudo o que o enfermeiro lhe disse, o velhinho simplesmente abanou a cabeça e disse:
– Agora não, doutor! Agora não! Não muito longe de minha vila mora um poderoso curandeiro. Vou experimentar o remédio dele durante dez dias. Então, se eu não ficar bom, voltarei e deixarei o senhor cortar meu dedo.
Ele foi embora e nunca mais voltou, pois morreu cinco dias depois. Eric finaliza este dramático relato, dizendo:
– Quando eu soube que ele havia morrido, chorei. Eu podia ter salvo sua vida. Eu tinha tempo. Tinha o remédio. Mas ele não quis.
O enfermeiro teve de respeitar a decisão do velhinho. Não podia amputar-lhe o dedo sem o seu consentimento. O paciente não compreendia a gravidade do seu caso, e não sabia que ia morrer. Achava que se procurasse o curandeiro, ainda poderia salvar o dedo. E, na tentativa de salvar um dedo morto, perdeu a vida. Que tragédia!
A grande lição que essa história nos ensina, e também a Palavra de Deus, é que nem todos serão salvos. Salvação é só para quem quer. Quem não quiser, infelizmente vai se perder. Você decide.


(Meditação Matinal: com a eternidade no caração / Rubem M. Scheffel.-Tatuí,SP: CPB, 2009)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Pão Diário...Alimente-se!!! "O Deus do impossível – 2"



O Deus do impossível – 2


"Ainda que o Senhor fizesse janelas no céu, poderia suceder isso?".
2 Reis 7:2


Eliseu não argumentou com o incrédulo ajudante do rei. Apenas limitou-se a dizer: “Com os seus próprios olhos você vai ver isso acontecer, mas não vai comer” (NTLH).
Naquele mesmo dia, ao entardecer, quatro leprosos, do lado de fora dos portões da cidade, decidiram ir ao arraial dos sírios. Eles não tinham nada a perder: se ficassem onde estavam, certamente morreriam de fome; se invadissem o acampamento do inimigo, teriam uma pequena chance de ser poupados. Resolveram arriscar. E qual não foi a surpresa ao encontrarem o arraial completamente deserto. O relato bíblico nos diz que Deus fez os sírios ouvirem o barulho de um grande exército, com cavalos e carros de guerra. E ao anoitecer eles fugiram em pânico, abandonando cavalos, barracas, alimentos e todos os seus pertences.
Os leprosos fizeram a festa. Entraram numa tenda e comeram e beberam até se fartar. Daí apanharam prata, ouro e roupas e as esconderam. Foram a outra barraca e fizeram a mesma coisa. Então reconheceram que estavam agindo mal. Seus compatriotas estavam morrendo de fome na cidade, enquanto eles se banqueteavam sozinhos e gastavam o tempo indo de tenda em tenda escolhendo para si objetos de prata e ouro. Seria um crime ficar calados. Com medo de serem castigados, disseram: “Não fazemos bem; este é dia de boas-novas, e nós nos calamos; se esperarmos até à luz da manhã, seremos tidos por culpados; agora, pois, vamos e o anunciemos à casa do rei” (v. 9).
Quando as boas novas chegaram aos ouvidos do rei, ele achou que isto não passava de uma cilada dos sírios para tomar a cidade. Felizmente, porém, o seu servo tinha mais juízo e sugeriu que se enviassem alguns homens para verificar se o que os leprosos diziam era verdade. E o que eles viram foi impressionante: desde o arraial dos sírios até o rio Jordão, a mais ou menos 30 quilômetros de distância, “o caminho estava cheio de vestes e de armas que os sírios, na sua pressa, tinham lançado fora” (v. 15).
Tão logo o povo ficou sabendo disso, saiu e saqueou o arraial dos sírios. E a profecia de Eliseu se cumpriu ao pé da letra, pois naquele dia “três quilos e meio do melhor trigo ou sete quilos de cevada foram vendidos por uma barra de prata” (v. 16). Mas o ajudante do rei, que duvidara da promessa no dia anterior, viu, mas não aproveitou nada, pois morreu pisoteado pelo povo faminto no portão da cidade.
Este relato nos ensina que as promessas de Deus se cumprirão. Mas os incrédulos não desfrutarão da bênção prometida.


(Meditação Matinal: com a eternidade no caração / Rubem M. Scheffel.-Tatuí,SP: CPB, 2009)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Pão Diário...Alimente-se!!! "O Deus do impossível – 1"



O Deus do impossível – 1


"Acaso, para o Senhor há coisa demasiadamente difícil?" Gênesis 18:14


Samaria estava cercada pelo exército do rei da Síria. A fome e o desespero, dentro dos muros da cidade, chegaram a tal ponto, que duas mulheres cozeram o filho de uma delas e o comeram (2Rs 6:29). “Israel havia sido advertido por Moisés, de que se eles se afastassem de Deus, enfrentariam tamanhas dificuldades que os pais devorariam a carne dos próprios filhos (Lv 26:29; Dt 28:53). Essa profecia agora encontrou o seu terrível cumprimento” (SDA Bible Commentary, v. 2, p. 887).
Os preços das mercadorias haviam disparado. A cabeça de um jumento era vendida por um preço absurdo: quase um quilo de prata. Note-se que o jumento é um animal impuro e os judeus só o comiam como último recurso, e a cabeça era considerada a pior parte e a mais barata. Além disso, “duzentos gramas de esterco de pomba custavam cinco barras de prata” (2Rs 6:25, NTLH). Até isso eles estavam usando como alimento. A que ponto chega um ser humano com fome!
Em meio a essa situação calamitosa, o profeta Eliseu predisse que no dia seguinte haveria tal abundância, que se poderia comprar “três quilos e meio do melhor trigo ou sete quilos de cevada por uma barra de prata” (2Rs 7:1, NTLH).
Era bom demais para acreditar. Como não havia o menor indício de que isto pudesse se cumprir, o ajudante pessoal do rei duvidou das palavras de Eliseu e lhe disse: “Mesmo que o Senhor Deus abrisse janelas no céu e fizesse cair trigo e cevada, isso nunca poderia acontecer! (2Rs 7:2, NTLH).
Os antediluvianos, que jamais haviam visto chuva, também não creram na pregação de Noé, anunciando uma chuva de tais proporções que inundaria o mundo todo. Mas o Dilúvio veio e os levou a todos. Sara não acreditou quando o anjo disse a Abraão que ela daria à luz um filho. Mas, no tempo certo, nasceu Isaque. Os genros de Ló não acreditaram que Sodoma seria destruída. E viraram cinzas, junto com a cidade. Tomé não acreditava que Jesus houvesse ressuscitado. Até vê-Lo e tocá-Lo.
Mesmo no mundo da ciência, o que parecia impossível num século, se tornou possível no seguinte. Quem, antes de 1969, acreditava que o homem iria à Lua?
Ora, se no mundo científico as impossibilidades de hoje se tornam possíveis amanhã, podemos nós esperar menos de um Deus que não conhece impossíveis? Como igreja e como indivíduos precisamos orar para que não tenhamos a mesma experiência do povo de Israel, que não entrou na Terra Prometida por causa da incredulidade.


(Meditação Matinal: com a eternidade no caração / Rubem M. Scheffel.-Tatuí,SP: CPB, 2009)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010



Vaso de Bênção


"Desci à casa do oleiro, e eis que ele estava entregue à sua obra sobre as rodas. Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu."
Jeremias 18:3, 4


O profeta Jeremias, em obediência à instrução de Deus, foi à casa do oleiro e o encontrou trabalhando com as rodas de modelar barro – duas rodas ligadas por um eixo, uma embaixo, acionada pelos pés, e outra em cima, sobre a qual é colocado o barro a ser trabalhado.
O oleiro estava modelando um vaso. Em suas mãos, o vaso ainda não estava pronto. Mas em sua mente, o oleiro podia ver o vaso pronto para ser usado. Então houve um problema: o barro resistiu à modelagem, apresentou rachaduras, e se quebrou.
O que fez o oleiro, então? Jogou fora o vaso quebrado? Não. Aproveitou aquele mesmo material, fez dele uma massa informe e recomeçou sua tarefa, fazendo um novo vaso.
Essa experiência contém uma grande lição espiritual: Quando resistimos ao propósito original que Deus tem para nós, e nos rebentamos, Ele pode nos recriar, nos fazer de novo. Mas é importante observar que Ele faz de nós um “outro vaso”, não o mesmo.
Deus percebe que, em virtude de nossa resistência, Ele não poderá fazer de nós o vaso que tinha em mente. Então muda Seu plano e parte para a segunda alternativa: fazer de nós outro vaso.
Mas, vamos supor que o segundo vaso também se quebre. O oleiro desmancha tudo outra vez e começa de novo. E assim sucessivamente. Enquanto isso, o barro vai ficando cada vez menos moldável, até que não possa mais ser aproveitado. E daí, o que acontece? É só olhar para o quintal da casa do oleiro. Ali está um montão de vasos quebrados, cujo barro resistiu a todas as tentativas de moldagem.
Esta é a história de muitas pessoas. Resistem, resistem, até que o divino Oleiro nada mais pode fazer com elas. Se rejeitarmos a prioridade divina para nossa vida, Deus não nos abandona. Ele nos apresenta Seu segundo plano. Se também não aceitarmos este, Ele apresenta o terceiro, o quarto, até esgotarmos as alternativas divinas.
Deus procura a cada dia, a cada momento, através do Seu Santo Espírito, quebrar a nossa resistência ao Seu melhor plano para a nossa vida. E esse plano é o de nos preparar “para a satisfação do serviço neste mundo, e para aquela alegria mais elevada por um mais dilatado serviço no mundo vindouro” (Educação, p. 13).
Se aceitarmos o plano nº 1 de Deus, colheremos também o melhor das Suas bênçãos.


(Meditação Matinal: com a eternidade no caração / Rubem M. Scheffel.-Tatuí,SP: CPB, 2009)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Pão Diário...Alimente-se!!! "Tocando os Intocáveis"



Tocando os Intocáveis


"Aproximou-se dEle um leproso rogando-Lhe, de joelhos: Se quiseres, podes purificar-me. Jesus, profundamente compadecido, estendeu a mão, tocou-o e disse-lhe: Quero, fica limpo!"
Marcos 1:40, 41


A sociedade hinduísta é constituída por várias castas, sendo que os membros das castas inferiores, denominados “intocáveis”, são excluídos das práticas religiosas, e o seu contato, assim como a sua proximidade, são considerados contaminadores.
Embora a “intocabilidade” tenha sido oficialmente abolida pelo governo da Índia, em 1950, na prática ela continua existindo. Os intocáveis, também chamados de Dalits, não podem cruzar a linha divisória que separa o seu setor da aldeia em que moram, do das castas mais elevadas. Eles não podem usar o mesmo poço, visitar os mesmos templos, ou beber nas mesmas xícaras que os outros. No trabalho, não podem aproximar-se do membro de outra casta e nem usar as mesmas torneiras.
Entretanto, membros das castas superiores têm estuprado moças intocáveis, o que demonstra a hipocrisia do sistema, pois ninguém respeita a intocabilidade quando se trata de sexo.
Alguns anos atrás os jornais noticiaram a morte de 78 pessoas em Nova Delhi. Um ônibus caíra de um barranco, e entre os passageiros havia onze “intocáveis”. Do lado de fora, um homem amarrou uma corda numa árvore, pela qual subiram os onze “intocáveis”. Mas 78 hindus de outra casta morreram porque se recusaram a utilizar a mesma corda que havia sido usada pelos “intocáveis”.
Nos tempos bíblicos também havia uma classe de intocáveis: os leprosos. Segundo a legislação levítica, eles deviam ser segregados, para evitar a disseminação da doença. A vítima era expulsa de casa (2Cr 26:21) e da sociedade (Nm 5:1-4; 12:9-15), e não podia entrar em uma cidade murada (2Rs 7:3, 4) nem no santuário (2Cr 26:19, 20). Devia usar vestes rasgadas, cabelos desgrenhados e quando alguém se aproximasse devia cobrir os lábios e clamar: “Imundo! Imundo!” (Lv 13:45, 46).
No episódio relatado por Marcos vemos, mais uma vez, a bondade de Jesus. Ao tocar o leproso, Ele mostrou que ninguém neste mundo é intocável. Nem aidéticos, nem leprosos, nem portadores de qualquer outra doença contagiosa se acham excluídos de Seu amoroso toque, que sempre traz cura física e restauração social e espiritual.
Você já foi tocado pelo Mestre?


(Meditação Matinal: com a eternidade no caração / Rubem M. Scheffel.-Tatuí,SP: CPB, 2009)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Pão Diário...Alimente-se!!! "Amor Gravado nas Mãos"




Amor Gravado nas Mãos



"Vede as Minhas mãos e os Meus pés, que sou Eu mesmo; apalpai-Me e verificai, porque um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que Eu tenho. Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés". Lucas 24:39, 40



Tolstoi, o grande escritor russo, contou, certa vez, a história do Czar e da Czarina que desejaram honrar os membros de sua corte com um banquete. Eles enviaram os convites e avisaram que os hóspedes deveriam vir com eles na mão. Quando chegaram ao banquete, os hóspedes ficaram surpresos ao ver que os guardas não examinaram os convites, e sim, suas mãos. Os convidados tentaram imaginar o que significaria isto, mas também estavam curiosos para ver quem o Czar e a Czarina escolheriam como hóspede de honra, para sentar-se entre eles no banquete.
Todos ficaram espantados quando viram que a pessoa escolhida foi uma idosa faxineira, que durante muitos anos trabalhou arduamente para manter limpo o palácio. Os guardas, ao examinar-lhe as mãos, declararam: “A senhora tem as credenciais adequadas para ser a hóspede de honra. Podemos ver seu amor e lealdade em suas mãos.”
Conta-se uma história semelhante do grande missionário Adoniram Judson, na antiga Birmânia. Judson dirigiu-se ao rei da Birmânia a fim de pedir-lhe permissão para ir a determinada cidade e pregar. O rei, pagão, mas muito inteligente, respondeu: “Eu estaria disposto a deixar uma dúzia de pregadores ir lá, mas não o senhor, com essas mãos. O meu povo não é tolo para se importar com a sua pregação, mas eles notariam as suas mãos, calejadas pelo trabalho.”
A crucifixão de Cristo deixou os discípulos desorientados. Suas esperanças de “que fosse Ele quem havia de redimir a Israel” (v. 21), haviam desabado. Com medo dos judeus, reuniram-se no cenáculo. Chegara-lhes a informação de que Jesus havia ressuscitado, mas hesitavam em crer e não se achavam psicologicamente preparados para encontrá-Lo. Nesse estado de tensão emocional, ficaram apavorados quando Jesus apareceu entre eles. Pensaram que fosse um fantasma.
Foi preciso que Jesus os acalmasse, mostrando-lhes as mãos e os pés, e pedindo-lhes que O apalpassem, dando-lhes assim uma prova visual, auditiva e tácita de que Ele realmente havia ressuscitado. Possuídos dessa certeza, os discípulos, antes temerosos e cheios de dúvidas, se tornaram apóstolos de grande coragem e abnegação.
Jesus conservará as marcas dos cravos em Suas mãos e pés por toda a eternidade, como testemunho do preço pago por nossa redenção, e como prova de Seu amor por nós.




(Meditação Matinal: com a eternidade no caração / Rubem M. Scheffel.-Tatuí,SP: CPB, 2009)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Pão Diário...Alimente-se!!! "O Peso da Consciência"



O Peso da Consciência


Por isso, também me esforço por ter sempre consciência pura diante de Deus e dos homens. Atos 24:16


Um operário ganhava muito pouco para sustentar a família. Um dia, não resistindo às dificuldades financeiras, furtou algumas joias da loja onde trabalhava como faxineiro, escondendo-as dentro de sua marmita. Ao passar pela portaria, o porteiro lhe disse: “Pode passar. Você é crente, e eu sei que os crentes são honestos.”
À noite, porém, o homem não conseguiu conciliar o sono. Sua consciência acusava-o, repetindo-lhe incessantemente a voz do porteiro: “Você é crente, e eu sei que os crentes são honestos.” No dia seguinte, não suportando mais o sentimento de culpa, o faxineiro resolveu confessar o seu erro e devolver as joias.
Esta é a coisa certa a fazer: reparar o erro e pedir perdão às pessoas ofendidas e a Deus. Daí, perdoar-se a si mesmo e dormir tranquilo. Tomar tranquilizantes, sedativos ou antidepressivos não é o remédio para uma consciência culpada.
O escritor Chuck Colson narra, em um de seus livros, o caso de um homem que não se perdoou pelo que fez durante a Segunda Guerra Mundial. Dos 24 criminosos de guerra julgados em Nuremberg, Albert Speer foi o único que admitiu sua culpa por ter sido colaborador de Hitler. Como consequência, passou 20 anos na prisão de Spandau.
Ao ser libertado, foi entrevistado pelo jornalista David Hartman, que lhe perguntou: “O senhor disse que a culpa jamais pode ser perdoada, ou pelo menos não deveria. O senhor ainda pensa assim?”
Speer assumiu uma atitude patética ao responder: “Cumpri uma sentença de 20 anos, e agora deveria dizer que sou um homem livre, que minha consciência está limpa por eu ter passado todo este tempo na prisão, como castigo. Mas não posso fazer isso. Eu ainda carrego o peso do que aconteceu com milhões de pessoas durante a época de Hitler, e não consigo me livrar dessa culpa. Não creio que seja possível.”
Colson afirma que desejou escrever a Speer e falar-lhe a respeito de Jesus e de Sua morte na cruz. Quis lhe falar a respeito do perdão de Deus. Mas não houve tempo, pois Speer morreu logo depois dessa entrevista. Ele morreu sem saber que Deus “é quem perdoa todas as [...] iniquidades; quem sara todas as [...] enfermidades” (Sl 103:3).
Se você se sente culpado por algum pecado, peça perdão à pessoa ofendida (se for possível), peça perdão a Deus, e daí PERDOE-SE, porque Deus já o perdoou. Então, você voltará a dormir. E a viver.


(Meditação Matinal: com a eternidade no caração / Rubem M. Scheffel.-Tatuí,SP: CPB, 2009)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Pão Diário...Alimente-se!!! "Milagres em Dois Atos"



Milagre em Dois Atos


"Então, novamente lhe pôs as mãos nos olhos, e ele, passando a ver claramente, ficou restabelecido; e tudo distinguia de modo perfeito".
Marcos 8:25


A cegueira era um verdadeiro flagelo na Palestina e nos demais países do Oriente Médio. Era causada pelo resplendor do Sol, pela poeira e por diversas enfermidades dos olhos, especialmente as conjuntivites graves, as quais eram agravadas pela falta de higiene. Era comum ver pessoas com verdadeiras crostas nos olhos, nas quais pousavam moscas, o que contribuía para disseminar as infecções.
Jesus curou muitos cegos, bem como doentes de todos os tipos, mas a cura do cego de Betsaida é o único caso em que Jesus operou uma cura em duas etapas. Quando Jesus aplicou saliva nos olhos daquele cego, pela primeira vez, ele recobrou a visão parcialmente, passando a ver os homens “como árvores [...] andando” (v. 24). Ao segundo toque, porém, ele passou a ver tudo com perfeita clareza.
Outros cegos, bem como leprosos, paralíticos, e até mesmo mortos, foram restaurados instantaneamente. Por que este enfermo precisou de dois toques em vez de um? Alguns acham que foi para fortalecer-lhe a fé gradualmente. Sejam quais forem os motivos, podemos ver nesses dois atos uma importante lição espiritual: a luz da verdade é uma revelação progressiva, semelhante à “luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Pv 4:18).
Embora a conversão possa ocorrer instantaneamente, como no caso de Zaqueu, também é verdade que devemos reconverter-nos a Deus diariamente, sempre crescendo na graça e no conhecimento. Mesmo na eternidade cresceremos constantemente, pois surgirão sempre “novas alturas a atingir, novas maravilhas a admirar, novas verdades a compreender, novos objetivos a aguçar as faculdades do espírito, da alma e do corpo” (O Grande Conflito, p. 677).
As pessoas que aceitam a salvação em Cristo, começam sua carreira cristã vendo os homens “como árvores [...] andando”. Mas, à medida que vão crescendo espiritualmente, sua visão vai, aos poucos, se expandindo e enxergando os homens, as doutrinas, o plano da salvação, mais claramente.
Olhemos confiantes para o futuro, para aquele glorioso dia em que veremos nosso Salvador face a face. Então, nossa visão espiritual será perfeita e conheceremos como também somos conhecidos.


(Meditação Matinal: com a eternidade no caração / Rubem M. Scheffel.-Tatuí,SP: CPB, 2009)

domingo, 24 de janeiro de 2010

Pão Diário...Alimente-se!!!"Como Lidar Com a Ira"



Como Lidar Com a Ira


"O insensato expande toda a sua ira, mas o sábio afinal lha reprime".
Provérbios 29:11


William Falkaber, dono de um restaurante em Spokane, Washington, ficava irritado toda vez que o cozinheiro derramava café em seu pires, quando o servia. Um dia ele explodiu, após um incidente desses. Sacou o revólver e correu atrás do cozinheiro. Mas não chegou a puxar o gatilho, pois sofreu um colapso cardíaco e caiu morto. A raiva o matou.
Explodir de ira pode causar um infarto e ser fatal. Por outro lado, engolir a raiva também não é saudável, pois a raiva reprimida pode causar uma série de doenças como alergias, dor de cabeça, úlceras, doenças de pele e câncer. Será que temos de escolher entre o infarto e o câncer? Não haveria alternativas melhores? Felizmente, sim.
Adolfo, às vezes, chegava em casa, à tardinha, extremamente irritado, após um extenuante dia de trabalho. Encerrava-se em seu quarto e liberava sua ira, não só xingando os móveis, mas também esmurrando-os e dando-lhes pontapés. Depois de uma sessão de desabafos desse tipo, em que atingia apenas a mobília, saía do quarto recuperado e manso como um cordeiro. Aí está uma maneira de expandir a ira em que nenhuma pessoa sai ferida. Nem você nem os outros. O único inconveniente é ter de trocar os móveis com mais frequência.
Os psicólogos recomendam também o diálogo franco com a pessoa que o irritou. Se isto não for possível, sua ira pode ser liberada através de exercício físico, que traz grande alívio, ou mesmo pintando quadros, esculpindo, fazendo trabalhos manuais ou escrevendo, mesmo que depois você rasgue tudo e jogue fora.
A Bíblia também oferece uma alternativa para liberar a ira de modo saudável. Se você ler os versos 1-13, do Salmo 109, verá que Davi expressou, em oração, todo o seu ódio contra os inimigos. Suas palavras não deixam dúvida quanto aos seus sentimentos: “Fiquem órfãos os seus filhos, e viúva, a sua esposa. Andem errantes os seus filhos e mendiguem; e sejam expulsos das ruínas de suas casas” (v. 9, 10). No Salmo 58:6 ele pede: “Ó Deus, quebra-lhes os dentes na boca.” E no Salmo 140:10: “Caiam sobre eles brasas vivas, sejam atirados ao fogo, lançados em abismos para que não mais se levantem.”
Estas são palavras cheias de ira e de sentimentos de vingança. Davi não está pensando em converter ou salvar os ímpios. Está pedindo um severo castigo para eles. Embora esta não seja a atitude ideal – a de pedirmos que Deus castigue essa ou aquela pessoa – Deus deseja que confessemos a Ele nossa raiva, aquilo que nos irrita. E nesse desabafo encontramos alívio.


(Meditação Matinal: com a eternidade no caração / Rubem M. Scheffel.-Tatuí,SP: CPB, 2009)

sábado, 23 de janeiro de 2010

Pão Diário...Alimente-se!!! "Propaganda Falsa"



Propaganda Falsa


"Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis".
Mateus 7:19, 20


Em um ano eleitoral, o governo de um estado brasileiro mostrou, na televisão, vários trechos de rodovias, como tendo sido realizados durante aquela gestão. A imprensa, entretanto, revelou que aqueles trechos haviam sido asfaltados pelo governo anterior.
Em 1999, indústrias de laticínios tiveram seus anúncios retirados do ar e o material de divulgação recolhido, porque sua propaganda era falsa, do ponto de vista científico. E quem navega pela Internet certamente já se deparou com anúncios milagrosos, prometendo cura para enfermidades, como aids, câncer, diabetes, esclerose múltipla e muitas outras. É bom ter cuidado, pois algumas terapias, além de não curar, podem colocar em perigo a saúde.
A propaganda é enganosa quando induz o consumidor ao erro, ao anunciar produto ou serviço com qualidades que ele não tem. E isto é crime previsto na lei.
Jesus não tolerava a falsidade em nenhuma de suas formas. Aquele que é “a Verdade, e a Vida” (Jo 14:6), não podia defrontar-Se com a mentira sem denunciá-la. Por isso, repetidamente condenou a hipocrisia humana, especialmente a dos fariseus, chamando-os de “raça de víboras”. E houve uma ocasião em que Ele repreendeu até mesmo uma árvore, por fazer propaganda enganosa: “Cedo de manhã, ao voltar para a cidade, teve fome; e, vendo uma figueira à beira do caminho, aproximou-Se dela; e, não tendo achado senão folhas, disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti! E a figueira secou imediatamente” (Mt 21:18, 19).
Teria Jesus proferido essa maldição num gesto impulsivo, por estar com fome e não ter encontrado o que esperava? Não teria Ele sido injusto com a figueira?
Ora, é preciso ter em mente que nesse tipo de árvore a presença de folhas era um anúncio de que havia frutos. Mas essa figueira era um engano, porque embora tivesse mais folhas do que o normal, não produzira nenhum fruto. Prometia muito, mas não dera nada.
Daí a reação de Jesus. Ele ordenou que a figueira se secasse porque ela aparentava estar viva, mas na realidade estava morta. E, ao secar-se, passou a cumprir uma função de advertência. É como se Jesus tivesse dito: “Já que você está morta, deixe de aparentar que está viva. Mostre a todos sua verdadeira condição!”
Essa figueira era um símbolo da nação judaica, que estava coberta de folhas, mas não produzia frutos. Um dia, Jesus vai voltar e também procurará frutos naqueles que professam o Seu nome. O que Ele encontrará?


(Meditação Matinal: com a eternidade no caração / Rubem M. Scheffel.-Tatuí,SP: CPB, 2009)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Pão Diário...Alimente-se!!! "Sepulcros Caiados"



Sepulcros Caiados


"Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia!"
Mateus 23:27


Ao comparar os escribas e fariseus a ”sepulcros caiados”, Jesus usou uma figura de linguagem que todo judeu compreendia muito bem. Por ocasião da Páscoa as estradas da Palestina ficavam repletas de peregrinos. Seria um verdadeiro desastre se um peregrino, em sua viagem para participar da Páscoa, em Jerusalém, esbarrasse acidentalmente num túmulo à beira da estrada, pois isso o tornaria imundo e o impediria de participar da festividade.
Segundo a Lei de Moisés, “todo aquele que, no campo aberto, tocar em alguém que for morto pela espada, ou em outro morto, ou nos ossos de algum homem, ou numa sepultura será imundo sete dias” (Nm 19:16). Para evitar isso, os judeus costumavam caiar esses sepulcros antes da Páscoa. Assim, o viajor, ao caminhar pelas estradas ensolaradas, via de longe esses sepulcros, brilhando ao sol e parecendo belos e atraentes.
Mas, dentro deles havia ossos e cadáveres, que contaminariam quem os tocasse. Este, segundo Cristo, era o retrato dos fariseus, pois exteriormente procuravam demonstrar religiosidade, enquanto o íntimo estava contaminado pelo pecado.
O profeta Oseias já havia se pronunciado sobre essa mesma incoerência espiritual entre o povo de Israel, ao dizer: “Efraim se mistura com os povos e é um pão que não foi virado” (Os 7:8). Nos fornos antigos, os pães precisavam ser continuamente virados, para que não ficassem queimados de um lado e crus do outro. Como os israelitas professavam adorar a Deus, mas se envolviam com a adoração de ídolos, foram comparados a “um pão que não foi virado”. Eles tinham dois lados: um cozido e outro cru.
Caso você também tenha dois lados e esteja se debatendo com a incoerência espiritual, não desanime! Grandes homens de Deus, como o apóstolo Paulo, também passaram por essa experiência. Veja a sua confissão: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo” (Rm 7:18).
Mas Paulo se deixou crucificar com Cristo e, por isso, pôde dizer, no fim de sua vida: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada” (2Tm 4:7, 8).
Em Cristo, a vitória não só é possível, mas certa.


(Meditação Matinal: com a eternidade no caração / Rubem M. Scheffel.-Tatuí,SP: CPB, 2009)

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Pão Diário...Alimente-se!!! "Coração Dividido"



Coração Dividido

"Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem".
Mateus 23:3

Após analisar um grande número de problemas conjugais, em que um dos cônjuges declarava amar seu companheiro, mas negava isto na prática, a Dra. Susan Forward concluiu que “o que estabelece a realidade é a conduta, e não as palavras”. Quando as palavras vão em uma direção e o comportamento vai em outra, deve-se acreditar no que revela o comportamento. Porque as ações falam mais alto do que as palavras.
É muito fácil aparentar uma coisa por fora e ser outra bem diferente por dentro. Um exemplo dessa duplicidade foi a vida de Robert Tisland. Dez meses após seu casamento com Lucille, ele começou a bater nela. E durante os 14 anos seguintes ele intensificou esse abuso sobre a esposa e os cinco filhos. Finalmente, Lucille não pôde mais aguentar. Uma tarde, ela entrou, na ponta dos pés, no quarto onde o marido tirava uma sesta. Aproximou-se da cama e tirou cuidadosamente, de sob o travesseiro, o revólver que o marido sempre escondia ali. Com mãos trementes ela fez pontaria e puxou o gatilho, matando o marido.
A pacífica comunidade onde os Tislands viviam, no interior do Estado de Minnesota, EUA, ficou chocada. Os muitos amigos de Lucille sempre a haviam respeitado como uma cristã devota. E seu marido, a quem ela havia assassinado, era o pastor local.
Domingo após domingo, o Pastor Robert Tisland falava do púlpito e empolgava a congregação com os seus eloquentes sermões. Mas, durante a semana, ele ameaçava a família como um cruel tirano. E, à medida que os anos passavam, as agressões foram se tornando cada vez mais brutais.
Nesse dia fatídico, Robert chegou em casa de muito mau humor. Disse que ia tirar uma sesta. “E quando eu acordar”, ele advertiu Lucille, “vou te matar!” Lucille percebeu no olhar decidido do marido, que ele ia mesmo cumprir sua ameaça. E resolveu salvar a própria vida, matando-o primeiro. As autoridades a acusaram de homicídio. Mas, em março de 1984, o júri a absolveu, após ouvir sua comovente história.
Talvez você também tenha o coração dividido e aparente o que não é. O tratamento para essa doença espiritual foi indicado por Cristo: “Limpa primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo!” (Mt 23:26). Aqui está o grande princípio da salvação pela fé. Se você cuidar do seu íntimo, permitindo que Cristo seja o dono exclusivo do seu coração, tanto suas palavras quanto seus atos falarão a mesma linguagem.



(Meditação Matinal: com a eternidade no caração / Rubem M. Scheffel.-Tatuí,SP: CPB, 2009)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Pão Diário...Alimente-se!!! "Esperança para os Imperfeitos"



Esperança para os Imperfeitos


"Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos". Tiago 5:17


Para nós, seres humanos imperfeitos, chega a ser um consolo saber que personagens bíblicos ligados ao coração de Deus, como Davi, Abraão, Moisés, Jacó, Sansão, Elias e outros, também eram falíveis, e alguns deles chegaram a cometer erros graves, como homicídio. Moisés e Elias já estão desfrutando das delícias da eternidade e os demais receberão a vida eterna quando Jesus voltar.
Isto indica que no Céu haverá pessoas de vários níveis espirituais. O ladrão arrependido estará lá, ao lado de gigantes da fé, como Abraão, Enoque e Daniel. Se só houvesse lugar para pessoas como Daniel, por exemplo, que “era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa” (Dn 6:4), muitos de nós ficaríamos de fora.
Que coisa extraordinária! Daniel era irrepreensível, no qual não se achava nenhum erro ou culpa. Eu o admiro por isso. Mas, como sou imperfeito e falho, me sinto confortado ao ler que “Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos”.
O que Tiago está dizendo, nesse verso, é que Elias era um ser humano comum, sem nenhuma vantagem sobre nós. Embora fosse um profeta de Deus, também possuía as fraquezas dos demais mortais. No entanto, Deus operou milagres poderosos por intermédio dele. Em atendimento a uma oração sua não choveu sobre a terra nos anos seguintes; além disso, ele derrotou os profetas de Baal, no Monte Carmelo, multiplicou o azeite da viúva de Sarepta, e quando o filho desta morreu, orou e o devolveu com vida à sua mãe.
Mas, logo depois desses feitos espetaculares, Elias se acovardou diante da ameaça da rainha Jezabel e fugiu para o deserto, a fim de salvar a vida. Lá ele orou a Deus pedindo a morte! (1Rs 19:1-4). Ora, se ele queria morrer, por que não deixou que Jezabel o pegasse?
A verdade, porém, é que quando ele pensou ter alcançado a vitória, foi derrotado. E quando achou que tudo estava perdido e quis morrer, Deus lhe mostrou o caminho da recuperação.
É assombroso pensar que um homem que desejou morrer, pouco tempo depois tenha sido trasladado para o Céu sem ver a morte. No momento em que nos sentimos abandonados por todos e longe de Deus é quando Ele está mais perto. Podemos, então, estar apenas a um passo da eternidade, como Elias.
E como Deus trasladou Elias, que era semelhante a nós, da beira do abismo para a morada da eterna felicidade, Ele poderá fazer isso também por você e por mim, se tão-somente lhe estendermos a mão e dissermos: “Eu quero, Senhor!”


(Meditação Matinal: com a eternidade no caração / Rubem M. Scheffel.-Tatuí,SP: CPB, 2009)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Pão Diário...Alimente-se!!! "Palavras de Vida ou Morte"



Palavras de Vida ou Morte


"Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas". Deuteronômio 30:19


No verão de 1945 os líderes japoneses perceberam que a Segunda Guerra Mundial estava perdida para eles. A questão, agora, era como negociar a paz.
Em 26 de julho de 1945, a Declaração Potsdam, exigindo a rendição do Japão, foi irradiada para aquele país. Os líderes japoneses não pretendiam rejeitar totalmente a Declaração. Queriam usá-la como base para as suas negociações. Mas precisavam de tempo para planejar sua resposta.
Mas a imprensa japonesa estava pressionando, exigindo uma declaração. Assim, em 28 de julho o Primeiro-ministro Suzuki falou à imprensa. Ele declarou que o governo estava adotando uma política de “mokusatsu”.
Acontece que a palavra “mokusatsu” não tem um equivalente exato em inglês. Ela é um pouco vaga mesmo em japonês. Podia tanto significar que o governo japonês decidira “não fazer comentários” (que era o sentido pretendido pelo Primeiro-ministro), ou que o governo decidira “ignorar a Declaração”.
Infelizmente, porém, sua declaração foi ambígua aos jornalistas presentes. E a Agência de Notícias Japonesa irradiou, em inglês, que o Governo Japonês decidira ignorar a Declaração Potsdam.
Alguns dias mais tarde explodiram as bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki. Duzentas mil pessoas morreram por causa de uma palavra mal traduzida!
Outro exemplo trágico da importância de uma palavra está na morte de Dag Hammarskjold, que foi secretário geral da ONU, de 1953 a 1961.
Dag estava em missão de paz no Congo. Mas na noite de 17 para 18 de setembro de 1961, o avião em que ele viajava caiu na Zâmbia e explodiu. A causa do acidente permaneceu um mistério durante muito tempo. Então os investigadores descobriram que na cabina de comando do avião destroçado havia um mapa aberto para Ndolo, que é o nome do aeroporto em Leopoldville (agora Kinshasa), no Congo.
O problema, porém, é que o seu destino era uma cidade chamada Ndola, na Zâmbia. Estudando o mapa de Ndolo, em vez de Ndola, o piloto achou que ainda devia descer mais 300 metros para aterrissar na pista de Ndola. Mas ele estava olhando o mapa errado. E em meio à escuridão da noite, o avião mergulhou no solo e explodiu.
Ndolo. Ndola. A diferença entre estes dois nomes é uma letra. Mas essa letra fez a diferença entre a vida e a morte.
A diferença entre a vida eterna e a morte eterna também depende apenas de uma palavra: sim ou não. Diga sim à vida que Cristo lhe oferece.


(Meditação Matinal: com a eternidade no caração / Rubem M. Scheffel.-Tatuí,SP: CPB, 2009)


domingo, 17 de janeiro de 2010

Pão Diário...Alimente-se!!! "Resposta à Oração da Fé"



Resposta à Oração da Fé


"E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; [...] e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo." Tiago 5:15, 16


Na Nicarágua, um médico cubano foi ao Hospital Adventista para operar uma pessoa. Antes do início da cirurgia, uma das enfermeiras perguntou ao médico:
– Doutor, o senhor não vai fazer uma oração antes de começar?
– Enfermeira – respondeu o médico – eu já fiz muitas vezes essa cirurgia. Posso fazê-la sozinho, e não preciso de Deus.
A cirurgia foi iniciada. De repente, o anestesista chamou a atenção do médico para a pressão, que começava a cair. Aquele médico se empenhou ao máximo para salvar a vida do paciente. Uma hora depois, nada mais havia a ser feito. O paciente veio a falecer.
O médico tirou as luvas, jogou-as em cima do corpo e disse à enfermeira:
– Enfermeira, se o teu Deus pode fazer alguma coisa, então que Ele comece a trabalhar! – E saiu da sala a fim de dar a notícia para a família.
As duas enfermeiras ficaram ali, junto ao corpo. Então, uma delas disse:
– Não pode ser. Deus não pode ser zombado dessa maneira!
As enfermeiras se ajoelharam, dentro da sala de cirurgia, e oraram dizendo:
– Senhor, agora é a Tua vez. É o momento da Tua intervenção!
Levantaram-se, e mediram a pressão do paciente. Zero. Ajoelharam-se de novo e oraram com mais fervor ainda, suplicando:
– Senhor, é a Tua hora. Mostra o Teu poder!
Levantaram-se e ouviram o aparelho do eletrocardiograma começar a fazer os seus bips. A pressão voltara ao normal. Tudo estava normal, e o paciente, sem anestesia, estava com o campo operatório todo aberto. Uma das enfermeiras saiu correndo para avisar o médico de que o paciente estava vivo. O médico voltou à sala, completou a cirurgia e, uma semana depois, o paciente teve alta.
Aqui está um exemplo eloquente do poder da oração intercessória, feita com fervor. Esta é uma condição essencial: a oração deve ser feita com fé, por alguém que se distingue por sua fé.
Mas, é interessante notar que Deus não atendeu à oração do apóstolo Paulo, para que lhe fosse tirado o “espinho na carne, mensageiro de Satanás” (2Co 12:7-10). O problema não era falta de fé do apóstolo. Deus permitiu que esse problema o afligisse para protegê-lo do orgulho.
Portanto, a afirmação de Tiago não é incondicional como alguns pensam. Ela deve ser entendida assim: “E a oração da fé salvará o enfermo, se Deus achar que isto é o melhor para ele.” A oração da fé sempre deve incluir o seguinte pensamento submisso: “Se isto for da Tua vontade.”



(Meditação Matinal: com a eternidade no caração / Rubem M. Scheffel.-Tatuí,SP: CPB, 2009)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Parabéns Leticia!!!!!!!!!!!



É isso ai....
Parabéns Letícia!
Passar no vestibular da UEM não é pra qualquer um não. É pra quem persevera...
E foi o que a Leth fez.


Não desistiu frente ao obstáculo.


Estudou, se preparou , e pediu sabedoria dos céus e deixou que Deus lhe concedesse essa benção a Seu tempo.
Está aí o resultado:


54001-4 LETICIA DE SOUZA SANTOS [...] -- 205,5 [...] -- 35 AP


ou senão direto no site:


O que ela disse??
"Eu estou sem palavras véi...dedico inteiramente a Deus..."

Dedique-se você também inteiramente a Deus, e a vitória virá.
Porque "por maior que seja o seu sonho o sonho de Deus é maior, Ele sabe o que você pede mas o que Ele quer dar é melhor!!!"



(by:Sara Marques)

Pão Diário...Alimente-se!!! "Conhecedores da Época"


Conhecedores da Época


"Da tribo de Issacar havia 200 chefes – todos eles eram homens que conheciam bem os fatos daquele tempo, e sabiam qual o melhor caminho para Israel seguir". 1 Crônicas 12:32, BV


O texto acima nos diz que os filhos de Issacar eram homens bem informados. E isto em uma época em que não havia rádio nem televisão. As notícias corriam de boca em boca, o que também é uma forma eficaz de comunicação.
E agora vem a segunda parte do texto: “E sabiam qual o melhor caminho para Israel seguir”. Porque os filhos de Issacar eram bem informados, eles tinham melhores condições do que qualquer outra pessoa, de dizer o que Israel devia fazer, de apontar-lhes o caminho a seguir. E isto é verdade ainda hoje: um líder mal informado não deveria liderar nada, pois não tem condição de apontar aos liderados o caminho a seguir. Uma pessoa que está “por fora” dos acontecimentos não pode dirigir bem um país, uma empresa ou uma igreja.
Entretanto, é bom frisar que não só os líderes devem estar bem informados, mas cada membro da igreja. É inconcebível que nesta era de comunicação instantânea alguém não saiba das coisas.
Os discípulos de Cristo, dois milênios atrás, demonstraram interesse em conhecer os tempos, ao Lhe perguntarem: “Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da Tua vinda e da consumação do século” (Mt 24:3).
Em resposta, Cristo fez uma profecia que salvou milhares de vidas: “Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda), então, os que estiverem na Judeia fujam para os montes; quem estiver sobre o eirado não desça a tirar de casa alguma coisa; e quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa” (Mt 24:15-18).
A profecia de Daniel havia deixado claro que os exércitos romanos seriam o agente de destruição. Tal e qual Cristo havia predito, 35 anos mais tarde, o exército romano comandado por Céstio cercou Jerusalém. E começaram a lutar junto ao templo. Era o sinal para que os cristãos fugissem. Mas fugir como?
Foi então que se deu o livramento providencial. Sem a menor razão aparente, Céstio retirou-se. E quando os zelotes abriram os portões e se lançaram em perseguição aos romanos, os cristãos, que durante 35 anos haviam conservado na memória a profecia de Cristo e acompanhado os acontecimentos, entenderam que o momento predito havia chegado. E fugiram para os montes próximos.
Nenhum cristão morreu na destruição de Jerusalém. Porque se mantiveram atentos, comparando a palavra profética com o noticiário.



(Meditação Matinal: com a eternidade no caração / Rubem M. Scheffel.-Tatuí,SP: CPB, 2009)

Para: Bruno & Gih....




É muito bom quando vemos duas vidas se unindo em um só coração. E ontem muitos tiveram essa oportunidade de presenciar a união de Bruno & Gislaine, jovens pertencentes a IASD do Jd Ebenezer, às 20 hrs na IASD Central do Distrito(Jd Alvorada).
E esse foi um momento de celebrar!!!
Eles foram a presença do Criador pedir as bênçãos do matrimonio, e tornarem uma só carne.Mas ninguém se casa do dia para noite, sempre existe uma história a ser contada por trás de tudo.Algumas amigas tiveram um dedinho de "culpa" nisso, e olha que sinceramente elas não se arrependem ao ver o resultado.

Queridos...
Que a paz de Deus, o amor de Jesus, e a comunhão do Espírito Santo possa se fazer presente no lar de vocês.
Que o amor que existe entre vocês seja eterno assim como é o amor do nosso Pai que está nos céus.
Que se doem um ao outro, assim como Deus doou Jesus, e se for necessário dar vida, que assim seja!
Que nunca quebrem seus votos, mas que sejam cumpridores desses assim cumprem as leis de Deus.
Que a alegria possa ser constante nos seus corações assim como aquela que expressaram ontem ao dizerem sim!
E que assim ,o lar de vocês seja um pedacinho do céu na terra...

Carinhosamente, seus amigos...




Jovens Adventistas Jd Ebenezer





(by:Sara Marques)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Pão Diário...Alimente-se!!! "Escolhido para Aplaudir "



Escolhido para Aplaudir

"A uns estabeleceu Deus na igreja, primeiramente, apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de milagres; depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas". 1 Coríntios 12:28


Um garoto chamado Jaime Scott se inscreveu para participar da apresentação de uma peça teatral em sua escola. Sua mãe revelou que ele havia colocado o coração nisso, mas ela temia que ele não fosse escolhido.
No dia em que as várias partes foram distribuídas, ela foi buscá-lo na escola. Quando a sineta tocou, no fim das aulas, Jaime saiu porta afora, ao encontro da mãe. Seus olhos brilhavam de orgulho e emoção.
– Adivinhe, mãe! – exclamou ele.
E ante o espanto da mãe, o garoto lhe disse com entusiasmo:
– Fui escolhido para bater palmas!
Que sabedoria tiveram as professoras ao dizer ao pequeno Jaime que ele não havia sido escolhido para representar no palco, mas para fazer a sua parte no auditório! E que humildade, da parte do garoto, em aceitar essa incumbência com alegria! Ele queria participar da peça, não importava como nem onde, e conseguiu. E estava feliz por isso.
A sociedade e a igreja precisam desses dois grupos de pessoas: os que vão à frente, falam e aparecem, e os que atuam na retaguarda, muitas vezes no anonimato, mas nem por isso são menos importantes. Porque realizam um trabalho de apoio, necessário aos que estão na linha de frente.
Imagine se todos atuassem como primeiro violino em uma orquestra! Ou se todos, num coral, cantassem a primeira voz. O fato é que alguém precisa ficar na retaguarda, e tocar contrabaixo, trompa, ou cantar barítono e baixo, para que haja contraste e os sons se completem.
Esta é a razão pela qual Deus concedeu diversidade de dons à igreja. Nem todos podem ser apóstolos. Nem todos são pregadores. Muitos poderão pertencer ao grupo de apoio, que muitas vezes trabalha no anonimato. Mas, sua obra é indispensável.
Que ninguém fique ressentido ou enciumado, pensando que seu trabalho não aparece ou não é reconhecido. Lembre-se do garoto que salvou a vida do apóstolo Paulo, mas o registro sagrado nem ao menos menciona o nome dele. Ele passou à história apenas como “o filho da irmã de Paulo” (At 23:16).
É possível que não apareçamos tanto quanto Pedro, nem brilhemos como Paulo. Mas há uma coisa que sempre podemos fazer: conduzir pessoas a Jesus.


(Meditação Matinal: com a eternidade no caração / Rubem M. Scheffel.-Tatuí,SP: CPB, 2009)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Pão Diário...Alimente-se!!! "A Porta Estreita"


A Porta Estreita


"Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela". Mateus 7:13, 14


Eu ainda era garoto, quando um dia, durante o culto familiar, meu pai leu o texto acima. Ele parou a leitura por uns momentos e comentou o que o texto dizia, isto é, que a salvação é difícil, e é um privilégio de poucos. Por outro lado, é muito fácil se perder, e é o que vai acontecer com a maioria das pessoas. Todos nós concordamos. Afinal, não foi o próprio Cristo que disse isto?
Cresci com essa ideia de que a salvação é difícil e é para poucos. É só para gente muito consagrada, dedicada inteiramente às coisas celestiais. Por outro lado, a perdição é um caminho espaçoso, ensaboado, ladeira abaixo e, uma vez que a pessoa caia nele, é muito difícil conseguir sair.
Hoje, no entanto, devo dizer que penso exatamente o contrário, isto é, que é fácil ser salvo. Difícil é se perder. Uma pessoa que me ajudou a mudar de ideia, foi o Dr. Raoul Dederen, que foi professor de teologia na Universidade Andrews. Ao entrevistá-lo, um dia, ele me disse que o sacrifício de Cristo na cruz foi tão grande, tão poderoso, que poderia ter salvo o Universo inteiro, e que para alguém se perder, precisa declarar que não quer ser salvo. Porque, quem cala, consente. Portanto, se você se cala, já está consentindo em ser salvo.
Então, pensei: “Preciso dizer isso aos meus pais.” Um dia, ao visitá-los, mencionei essa ideia à minha mãe. Ela arregalou os olhos, e como se fosse a maior pecadora deste mundo, exclamou: “Mas, desse jeito, até eu posso ser salva!” E eu confirmei: “É isso mesmo, mãe. Desse jeito, até eu também posso ser salvo!”
Concordemos ou não com as palavras do Dr. Dederen, o fato é que Deus tomou todas as providências, para que aquele que crê, não pereça. Ele não quer “que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe 3:9).
O preço pago pela nossa salvação foi muito alto, e Deus não deseja que apenas umas poucas pessoas se beneficiem do infinito sacrifício feito por Cristo. Portanto, desista da ideia de que é fácil se perder, pois Deus está decidido a salvar cada pessoa.
Mas se é assim, então o que quer dizer o texto de Mateus 7:13 e 14, mencionado no início? É simples: João 10:7 e 9 deixa claro que Jesus é essa porta estreita que poucos encontram. Se já aceitou Jesus como seu Salvador pessoal, você já achou a porta estreita, e está no caminho que conduz para a vida.


(Meditação Matinal: com a eternidade no caração / Rubem M. Scheffel.-Tatuí,SP: CPB, 2009)

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

"Inversão de Valores"


Inversão de valores


"Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam". Mateus 6:19


Por ocasião do naufrágio do Titanic, uma senhora ocupou o seu lugar no bote salva-vidas que estava para ser baixado às águas encapeladas do Atlântico Norte. De repente, ela se lembrou de algo que iria precisar, de modo que pediu permissão para voltar ao seu camarote, antes que partissem. Deram-lhe três minutos. Se não voltasse nesse prazo, partiriam sem ela.
Ela correu pelo convés, que já se inclinava num ângulo perigoso. Atravessou o salão de jogo, com todo o dinheiro que havia rolado para um canto até à altura do tornozelo. Entrou em seu luxuoso camarote e rapidamente empurrou para o lado os anéis de diamante, braceletes e colares que possuía, a fim de pegar, na prateleira acima de seu leito, três pequenas laranjas. E voltou apressadamente para o bote.
Trinta minutos antes ela não teria trocado um engradado de laranjas pelo menor dos seus diamantes. Mas agora a morte estava a bordo do Titanic. E o seu trágico sopro havia transformado todos os valores. Instantaneamente, joias preciosas haviam se tornado sem valor. E coisas sem valor haviam se tornado preciosas. Naquele momento, ela trocaria uma caixa de diamantes por três pequenas laranjas.
Há eventos na vida que têm o poder de transformar a maneira como encaramos o mundo. Geralmente, quando nos acontecem tragédias inesperadas, como falência, perda de um ente querido, perda da saúde e da liberdade, é que nos damos conta dos verdadeiros valores. Foi com essa intenção que Jesus contou a parábola do Rico Insensato, o qual havia acumulado uma enorme soma de dinheiro que lhe permitiria viver muitos anos sem trabalhar – só comendo, bebendo e se divertindo. Queria desfrutar esta vida como se fosse viver para sempre. Mas Jesus o chamou de volta à realidade dizendo: “Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus” (Lc 12:20, 21).
Não é pecado ser rico. Abraão, Jó, Salomão, Nicodemos e outros personagens bíblicos eram muito ricos. E a Bíblia nada fala contra a riqueza desses homens. Na verdade, a Bíblia diz que Deus é quem nos dá forças para adquirirmos riquezas (Dt 8:18).
O grande problema desse fazendeiro era que, além de acumular riqueza só para si, ele não era rico para com Deus. Daí o conselho de Cristo a todos nós: “Mas ajuntai para vós outros tesouros no Céu” (Mt 6:20).



(Meditação Matinal: com a eternidade no caração / Rubem M. Scheffel.-Tatuí,SP: CPB, 2009)

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Pão Diário...Alimente-se!!!! "Depressão"


Depressão


"Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim?" Salmo 43:5


Há um hino muito conhecido que diz: “Sempre alegre, sempre alegre é o viver do bom cristão” (Hinário Adventista, nº 219). Entretanto, a maioria dos cristãos que conheço, e entre os quais eu me incluo, não vive o tempo todo alegre, cantarolando e assobiando, como se a vida fosse um eterno mar de rosas.
Todos nós temos nossos momentos de aflição, dor e desânimo. E este fato também se acha expresso na letra de outros hinos que cantamos: “Dias turvos há em que busco em vão o semblante de meu Jesus” (375). “Quando te vêm tristezas, dores ao coração, olha com fé pra cima” (272). “Se amargas tristezas da vida curvarem-te a fronte em dor” (360). O hino 297 do Hinário Adventista fala nas “dores que a mim vêm assolar”.
As estatísticas sobre depressão indicam que este é o mal do século 21. Os psicoterapeutas explicam que a falta de sono, combinada com uma dieta imprópria e falta de exercício, pode contribuir para a depressão. Mas as principais causas são de natureza psicológica, como solidão, estresse, sentimento de culpa, ira ou uma perda dolorosa, como falência, divórcio ou morte de um ente querido.
Nas Escrituras Sagradas encontramos pessoas devotas que sofreram de depressão. Davi, por exemplo, era músico talentoso, corajoso guerreiro e herói, aclamado pelas mulheres de Israel. Uma pessoa ilustre, popular, bem-sucedida como Davi, deveria ser imune à depressão. Mas é interessante notar que todas as causas de depressão mencionadas acima – solidão, estresse, culpa, ira e perda dolorosa – estavam presentes em sua vida.
Recapitulemos alguns fatos: Davi matou o gigante Golias com sua funda, tornando-se um herói popular, o que deixou o rei Saul com inveja. O irado rei procurou matar seu jovem rival. Davi precisou fugir pelos fundos de sua casa e ir para o deserto, perseguido pelo exército de Saul. Para completar sua desgraça, o rei tomou-lhe a bela esposa e a deu a outro homem.
Davi, que era recém-casado, entrou em depressão, o que é compreensível. E em meio às profundezas do desespero, clamou: “Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim?” Mas apesar do desânimo, Davi se recusou a abandonar sua fé em Deus. Ele preferiu continuar confiando na providência divina, e no mesmo verso aponta a solução para si mesmo: “Espera em Deus, pois ainda O louvarei, a Ele, meu auxílio e Deus meu” (Sl 43:5).
Qualquer que seja a nossa situação, também podemos encontrar refúgio nos braços amorosos de Deus e, mesmo nas horas mais sombrias de nossa vida, louvá-Lo pelo Seu poder para nos salvar.
(Meditação Matinal: com a eternidade no caração / Rubem M. Scheffel.-Tatuí,SP: CPB, 2009)